CS:GO: shAy comenta sobre o cenário feminino no Brasil e monta seu “Top 6” com as melhores jogadoras do mundo

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Durante a última edição da Brasil Game Show (BGS), nós conversamos com Shayene “shAy” Victoria, ex-BootKamp Gaming e que atualmente defende o “Bar Sem Lona“, ao lado de Amanda “AMD” Abreu, Gabriela “gabs” Freindorfer, Karina “Kaah Takahashi e Ana Claudia “ninha” Barbosa e do técnico Fredy “fredy” Lopes.

A união das meninas é recentemente, mas dado o talento, elas já estão conquistando o seu espaço como time dentro do cenário, tendo conquistado o vice-campeonato da Brasil Game Cup (BGC) e a vaga para disputar a final do campeonato feminino de CS:GO da GameCon, que acontece no mês de novembro, em Brasília. As meninas conquistaram a vaga após vencer a Team Wild, e ficarão mais uma vez frente a frente com o quinteto da OpTic Brasil.

A importância da BGC para o cenário feminino no Brasil

Uma das atrações que mais atrai o fã de esport que vai visitar a BGS é a Brasil Game Cup – o torneio de jogos eletrônicos da feira – que promove competições de CS:GO (masculino e feminino), Dota 2 e na última edição, contou com um campeonato do Battle Royale mobile, Free Fire.

Questionada sobre a importância da BGC para o cenário feminino de CS:GO no Brasil, shAy avaliou o campeonato como um dos mais importantes para o crescimento do cenário no país. “A visibilidade que a gente ganha é muito boa, tendo um campeonato com essa estrutura e com esse público todo acompanhando. O evento reúne muita gente, então acaba que pessoas que não conhecem (o cenário) acabam tendo o interesse de ver o que é, como é… e então ganhamos uma certa visibilidade“, disse a jogadora.

Os problemas no cenário feminino de CS:GO e os esports lá fora

Assim como em diversos setores, existem problemas com relação ao público feminino dentro dos esports. O cenário brasileiro ainda não é consolidado para nenhum dos lados, mas existe uma certa discrepância com relação ao cenário masculino e feminino, não só no CS:GO, mas em diversas modalidades. 

Para shAy, existe sim um preconceito para com o cenário feminino aqui no Brasil. “Mas graças a Deus diminuiu… as pessoas estão criando um pouco mais de respeito, talvez até por conta da visibilidade que nós estamos ganhando no mercado“, pontuou.

De um ano pra cá se tornou bem profissional; tudo bem que não da pra comparar com o masculino, mas tá crescendo bastante. Acredito que por consequência disso a gente tá conquistando mais respeito, e que o machismo está acabando aos poucos“, completou shAy.

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A Liga Feminina da Gamers Club é o circuito feminino de maior destaque no Brasil (Foto: Reprodução)

Com relação ao cenário de CS:GO internacional ser bem mais desenvolvido em relação ao que é visto aqui no Brasil, shAy apontou a falta de investimento como um dos principais fatores.

Lá fora tem 100% de investimento; aqui vem crescendo aos poucos, mesmo que os campeonatos estejam ganhando uma estrutura maior, não da pra comparar com que acontece lá fora, onde você tem grandes marcas, como a Intel, por exemplo“.

Para a jogadora, o Brasil está caminhando aos poucos para alcançar o que já existe lá fora. Ela apontou a importância de empresas como a ESL Brasil nesse percurso e deu como exemplo de crescimento, a ESL One Belo Horizonte, que aconteceu no Mineirinho, em junho deste ano. O evento ficou marcado pela torcida apaixonada que lotou o evento e gritou até mesmo sem a presença dos representantes brasileiros no palco; foi a primeira vez que a América Latina recebeu um torneio do circuito ESL One.

O Top 6 da shAy

Para terminar a entrevista de uma forma mais dinâmica, perguntamos a Shayene “shAy” quais as cinco melhores jogadoras de CS:GO na opinião dela.

Ela listou primeiramente Karina “Kaah Takahashi e Gabriela “gabs” Freindorfer – ambas suas colegas de equipe -, e posteriormente Bruna ”Bizinha” Marvila, que atua pela OpTic Gaming e recebeu o prêmio de melhor jogadora na última edição da Brasil Game Cup.

Para completar a lista, ela citou três jogadoras que atuam lá fora, sendo elas Ksenia “vilga” Kluenkova e Julia “juliano” Kiran – que defendem a Beşiktaş Esports -, e Christine “potter” Chi, que esteve atuando pela RES Gaming até julho deste ano, e ganhou destaque como capitã da Counter Logic Gaming Red (CLG Red).

 

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