A rota do meio na semifinal do Worlds

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O Mundial 2018 chegou nas semifinais, e pela primeira vez em sete anos, nenhum time coreano se manteve para disputar o título. A maior surpresa foi, sem dúvidas, a ascensão dos times do ocidente, que estão sendo representados por G2 Esports (EU), Cloud9 (NA) e Fnatic (EU). O ocidente por sua vez traz até essa etapa apenas um representante para lutar pelo título, a chinesa Invictus Gaming

Embora sejam muito os nomes que se destacam em cada equipe, é válido uma menção honrosa para cada jogador da rota do meio, uma vez que eles têm se destacado ao longo da competição. Pensando nisso, nós vamos falar agora um pouco sobre cada um dos protagonistas da rota do meio que estarão buscando uma vaga na final do Worlds neste fim de semana. Confira:

Rookie – Invictus Gaming

Song “Rookie” Eui-jin foi o primeiro do quarteto a cravar sua vaga nas semifinais do torneio. O coreano de 21 anos vem sendo um dos maiores destaques do torneio, e é visto por muitos como o melhor mid laner do mundo atualmente. Em sua carreira, Rookie só passou por duas equipes, a KT Rolster Arrows (KTA) – atual KT Rolster -, onde atuou por um ano – de outubro de 2013 até outubro de 2014 -, e a Invictus Gaming, sua casa desde dezembro de 2014. 

O Campeonato Mundial deste ano está sendo o segundo para o jogador, que no ano passado não conseguiu se classificar, tendo perdido a vaga de seed 3 para o Team WE. Mesmo se destacando pela IG, Rookie ainda não levantou nenhuma taça na LPL; a equipe sempre consegue bons resultados durante a Fase de Grupos da liga chinesa, mas acaba tropeçando quando o assunto são os playoffs. No último Mundial que aconteceu na Coreia do Sul – em 2014 -, Rookie também não conseguiu se classificar, a KT caiu diante da NaJin White Shield durante a classificatória. A sua última participação no Worlds tinha sido em 2015, onde a Invictus caiu logo na fase de grupos do torneio. Vale mencionar que ao lado da Royal Never Give Up, Rookie e companhia conquistaram o Rift Rivals deste ano.

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Invictus Gaming (Foto: Riot Games)

Assim como outro nome da lista, Rookie já foi bastante comparado ao tri-campeão mundial Lee “Faker” Sang-hyeok, que já foi um dos grandes destaques em sua posição, mas vive hoje um momento de crise junto a SK Telecom T1. Dentre os jogadores listados como “os cinco melhores” do torneio, Rookie é o único que se mantém vivo na disputa, ocupando a 2ª colocação.  Até agora, ele já utilizou seis campeões na rota do meio, com destaque para a Lissandra, que foi uma pedra no sapato da KT durante as quartas de final. A campeã com quem mais se destacou ao longo da temporada foi a Orianna, que é um dos seus bonecos favoritos. Ele utilizou ela durante 10 partidas na última etapa da LPL, e pasmem senhores, ele venceu todas.

Ainda que se destaque com a campeã, ela não deu as caras nas mãos do jogador durante este Worlds. Será que teremos o privilégio de vê-lo jogar com a Orianna nas semifinais?

Perkz – G2 Esports

Luka “Perkz” Perković é um dos destaques europeus neste Mundial, inclusive há quem diga que ele ocupa a posição de melhor meio do ocidente. Mesmo que não seja o melhor, Perkz tem se destacado positivamente ao longo dos anos em que esteve na G2 Eports. Ele atua na organização desde 2015, quando a equipe se chamava “Gamers2“. O meio começou a ganhar visibilidade em 2016, ano no qual a G2 começou a forjar o seu legado na Europa. Ao todo, Perkz já conquistou quatro títulos nacionais – dois em 2016 e outros dois em 2017 -, e um Rift Rivals (2018). Além disso, o jogador acumula duas participações no Mid-Season Invitational – em 2017 ficou com o vice-campeonato após perder para a SKT T1 na final, aqui no Brasil – e este é o seu terceiro Campeonato Mundial.

Este ano foi a primeira vez em que Perkz e a G2 estiveram nos playoffs do Mundial. As campanhas anteriores – 2016 (1/5) e 2017 (3/3) – não refletiram no desempenho que era apresentado pela G2 durante a temporada na LCS EU. Neste ano, os “reis da europa” passaram por uma “reformulação”, e com a ida de Jesper “Zven” Svenningsen e Alfonso “mithy” Aguirre para o NA, o jogador assumiu ainda mais a posição de carregador da equipe. A importância do jogador para a equipe é bastante notável nesse Mundial. Ainda que comece atrás em sua rota, ou que a G2 passe por complicações no early game, o Perkz consegue se recuperar e seu estilo permite que o jogador brilhe no mid-late game

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G2 Esports (Foto: Riot Games)

A campanha da G2 até aqui foi bastante duvidosa. Eles tiveram alguns problemas durante a Fase de Entrada, mas conseguiram resolver avançar para a Fase de Grupos da competição, se mantendo vivos diante de um grupo bastante difícil, com Afreeca Freecs (LCK), Flash Wolves (LMS) e PvB (VCS). Nas quartas de final, a G2 mandou pra casa a chinesa Royal Never Give Up, do atual melhor do mundo, Jian “Uzi” Zi-Hao. Perkz e companhia quebraram a sequência de vitórias da RNG, que venceu tudo o que disputou neste ano… pelo menos até agora.

Ao longo do Campeonato Mundial, o croata fez o uso de 11 campeões diferentes na rota do meio, tendo se destacado com os picks de Urgot, Syndra e Irelia. Perkz tem abusado bastante das escolhas diferentes que o meta proporciona, tendo utilizado até mesmo o Aatrox em determinado momento da competição. Durante o início da sua carreia, ele teve o seu estilo de jogo comparado ao do chinês Wei “GodV” Zhen, hoje aposentado do League of Legends. A missão da G2 é limpar a última remanescente do oriente e proporcionar o que todos querem: uma final ocidental. Será que Perkz vai fazer jus à sua participação em RISE

Jensen – Cloud9

Nicolaj “Jensen” Jensen – antes “Incarnati0n” –  atua na Cloud9 desde maio de 2015. O jogador veio de uma temporada como coach da SK Gaming na europa. Dentre os quatro mid laners, Jensen é o único que atua em duas equipes simultaneamente, isso mesmo, você não leu errado. Além de defender a camisa da Cloud9, ele é banco da Cloud9 Academy, onde divide posição com Greyson “Goldenglue” Gilmer, embora não atue. Salienta-se que o norte-americano é uma das peças fundamentais na reserva do time principal, mas para esse Mundial, Bok “Reapered” Han-gyu – Head Coach da organização – optou por levar dois junglers.

Ao longo de seus 4 anos defendendo a camisa da Cloud9, Jensen não conquistou nenhum título nacional, mas o Mundial deste ano é o quarto na carreia do jogador, que marca presença no torneio desde a sua chegada na organização. Ele chegou a dividir posição com Hai “Hai” Du Lam, tomando posteriormente a posição de titular. O dinamarquês é hoje um dos maiores destaques da LCS NA, e mesmo que não tenha conquistado nenhum título até hoje, é um dos melhores em atuação na região norte-americana. O desempenho de Jensen ao longo do torneio justifica como a Cloud9 chegou até as semifinais. O estilo de jogo do dinamarquês – que junta campeões como Ryze, LeBlanc e até mesmo Ahri – é uma dos principais fatores da ascensão da C9 na competição.

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Cloud9 (Foto: Riot Games)

Mesmo com um bom desempenho ao longo da fase de pontos da LCS NA, o time veio como seed 3 da região, conseguindo a vaga na Fase de Entrada após vencer a Team SoloMid por 3-0 no qualificatório regional. Embora fosse a favorita no grupo fomentado por KaBuM! e-Sports (CBLoL) e DetonatioN FocusMe (LJL), a Cloud9 passou sufoco em seus primeiros jogos, tendo vencido alguns mais que por demérito de seus adversários. Na última etapa da Fase de Entrada, o time passou sufoco na MD5 contra a Gambit Esports (LCL), mas conseguiu alcançar a tão sonhada vaga na Fase de Grupos. É válido citar que durante a Fase de Entrada, Jensen esteve resfriado, e isso pode ter afetado fortemente o desempenho da equipe dentro do jogo.

O cenário no qual a Cloud9 se classificava em um grupo com Royal Never Give Up (LPL) e Gen.G (LCK) – atual campeã mundial – era teoricamente enviável. Contudo, Jensen e companhia se provaram e conseguiram a classificação ficando em segundo lugar, tendo perdido apenas dois de seis jogos disputados. Nas quartas de final, a equipe venceu com tranquilidade a Afreeca Freecs, que carregava a missão de manter o legado coreano na competição. Ao lado de Sneaky, Jensen foi um dos destaques da série, onde ele usou a sua agressividade a favor da passividade do time coreano, abusando dos picks de LeBlanc (jogo 1), Ahri (jogo 2) e Lissandra (jogo 3). Até então, o dinamarquês fez uso de 10 campeões ao todo, com menção honrosa ao Ryze, campeão com o qual Jensen acumula 4 vitórias e nenhuma derrota.

Caps – Fnatic

Fechando a lista temos ninguém mais, ninguém menos, que ele: Rasmus “Caps” Winther. O mais jovem entre seus adversários de rota – com 18 anos de idade -, Caps ganhou os holofotes do cenário após ser apelidado de “Baby Faker” pelos entusiastas e profissionais do League of Legends. O estilo agressivo, somado a sua mecânica apurada, faz de Caps o melhor mid laner europeu hoje (existe sim, uma disputa justa entre ele e o Perkz, mas deve-se levar em consideração que o dinamarquês faturou os três últimos splits da LCS EU). Caps começou a sua carreira em meados de 2015, mas a primeira experiência internacional de peso foi na Dark Passage, onde ele atuou apenas um split – em 2016 -, e foi campeão da Turkish Championship League (TCL) ao lado do atual atirador da SuperMassive, o turco Berkay “Zeitnot” Aşıkuzun.

Caps passou a vestir a camisa da Fnatic a partir do primeiro split da LCS EU em 2017. Naquele ano, a equipe não conseguiu vencer nenhum dos regionais, terminando na 3ª colocação tanto no primeiro split, quanto no segundo. O Rift Rivals também não veio, ficou nas mãos do NA naquele ano. Mesmo que o ano não estivesse sendo um dos melhores, Caps e companhia conseguiram a classificação para o Mundial como seed 3 da Europa naquele ano. A FNC teve que passar pela Fase de Entrada, mas conseguiu passar tranquilamente, conseguindo inclusive sair da Fase de Grupos. Nas quartas de final, a equipe enfrentou a RNG – já em ascensão na época – e perdeu por 3-1.

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Fnatic (Foto: Riot Games)

O ano de 2018 tem sido o melhor da equipe europeia nos últimos tempos. A line-up sofreu algumas alterações – como a entrada do Zdravets “Hylissang” Iliev Galabov na posição de suporte, e a chegada de Gabriël “Bwipo” Rau para a rota do topo – e foi o suficiente para Caps começar bem o ano, levantando pela primeira vez a taça do “Campeonato Europeu”. No Mid-Season Invitational, a equipe voltou a cair diante da Royal Never Give Up, dessa vez na semifinal do torneio; em compensação, o Rift Rivals veio dessa vez. Nesse segundo split, a Fnatic levantou o “caneco europeu” após vencer a S04 na final. Antes de começar a série, Caps foi nomeado o MVP da temporada. Como se não bastasse todas as boas atuações que lhe renderam o prêmio, o dinamarquês resolveu aprontar ainda mais na final, protagonizando um pick de Vayne que rodou o mundo.

As escolhas inusitadas é uma das características do mid laner. Ele não demonstra ter medo em suas escolhas “fora do comum” e na maioria das vezes, todas elas rendem bons resultados. Na última temporada da LCS EU, Caps fez uso de 16 campeões ao todo. No Mundial, ele tem sem mostrado cada vez mais agressivo, abusando bastante do pick de Irelia e fazendo uso de campeões como Yasuo, LeBlanc e Akali. A sinergia entre Caps e Martin “Rekless” Larsson é uma das mais fortes da semifinal e é algo a ser estudado pela Cloud9, que ficará frente a frente com a equipe europeia. Vale fazer menção honrosa ao também dinamarquês, Mads “Broxah” Brock-Pedersen, que assim como Rookie, Jensen e Caps, acumula três MVP’s até agora no torneio. Será que veremos a primeira campeã mundial ascender mais uma vez?


As semifinais acontecem nos dias 27 (sábado) e 28 (domingo) de outubro. Acompanhe ao vivo nos canais da Riot Games Brasil no Youtube e na Twitch

>>>COBERTURA COMPLETA DO MUNDIAL 2018<<<

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