O Príncipe Dragão: 2º Temporada – Crítica

E temos mais uma temporada. Depois da agradável surpresa do diretor Aaron Ehasz (Avatar: a Lenda de Aang), Príncipe Dragão ganha sua segunda temporada, com um desenvolvimento maior da história e com a correção de problemas apontados pelo público.
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BEM, O QUE NOS É ENTREGUE NESSA TEMPORADA?
Príncipe Dragão fez algo muito bom e necessário na primeira temporada: apresentar o mundo, a mitologia e os personagens frequentes. Isso a série foi realmente primorosa, tudo o que nos é mostrado como base do argumento da série continua na segunda temporada, não vemos contradições em relação as informações dadas na primeira temporada e a estória continua focada nos personagens que já acompanhávamos; e para além do que deveria ser mantido temos agora um desenvolvimentos dos personagens muito interessante, com o amadurecimento de alguns e a mudança de outros.
Se for para descrever o foco dessa temporada em poucas palavras, seriam: o relacionamento dos personagens. Não apenas entre eles, mas pessoalmente também. A maioria dos personagens centrais de Príncipe Dragão passam por um desenvolvimento muito satisfatório nesse momento da estória, indo desde o comprometimento com responsabilidades até a total corrupção. E mesmo com esse crescimento no enredo, a série conseguiu manter sua roupagem infantil, mas dando cada vez mais amadurecimento tanto na forma como a estória é contada quanto no conteúdo apresentado.
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OK, ENTÃO TEMOS ACERTOS. MAS E ERROS?
Bem, de forma muito positiva os produtores da série ouviram as críticas quanto a taxa de frames da animação, principalmente nas cenas de luta, e aumentaram deixando os movimentos mais fluídos (na crítica da primeira temporada reclamei que em alguns momentos parecia que a animação travava sem saber que se tratava da baixa taxa de frames), porém quanto as cenas de luta o elogio para por ai. Talvez por estar mais concentrada no desenvolvimento dos personagem não temos agora tantas cenas de combate, mas das poucas que tem, uma ou duas são realmente boas e empolgantes, as outras ficaram muito fracas. Ouve de fato um maior amadurecimento na série, mas as lutas em sua maioria continuam (por falta de palavra melhor) bobas. Não tem realmente uma ideia criativa por trás delas e até a coreografia é bem simples, com muita pouca emoção ou até mesmo propósito na presença das mesmas no decorrer da estória.
E além de lutas decepcionantes, a série mais uma vez carece de um ritmo base. Mais uma vez a estória dos personagens passou muito rápido (no início do episodio 1 da segunda temporada o protagonista Callum afirma que os eventos da primeira temporada passaram em um espaço de tempo de uma semana) e os episódios continuam em um número muito insatisfatório para o desenvolvimento de toda uma temporada: são apenas 9 episódios de mais ou menos 25 min cada um. Se pelo menos a série tivesse mais 3 ou 6 seis episódios mantendo o mesmo tempo de 25 min aproximadamente em cada, quando chega no seasson finale não teríamos a impressão de “Ué? Já acabou?”.
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ENTÃO…
Bem, se comparado a primeira temporada a segunda apenas manteve o padrão do trabalho, enquanto acertou e corrigiu alguns aspectos, continuou errando em outros, e nada mais justo que manter a nota de 7,5/ 10 no padrão de qualidade Multiverso+. Dou essa nota com esperanças de que a série continue melhorando e ouvindo o público, com talvez a expectativa de uma terceira temporada mais longa e mais emocionante, pois Príncipe Dragão é uma série animada com um grande potencial para estar entre as melhores.
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