Crítica: A Caminho de Casa, uma saga do amor de um cachorro pelo seu dono.

Está em cartaz nos cinemas o longa A caminho de casa, produzido pela Sony Pictures e baseado num livro de W. Bruce Cameron, autor conhecido por seus filmes com nossos melhores amigos de quatro patas. Como no belo Quatro vidas de um Cachorro (2017).
Nesse filme conhecemos Bella, uma mistura de pitbull dublada de forma sensacional pela Bryce Dallas Howard, com boas atuações de Jonah Hauer-King (Lucas), Ashley Judd como sua mãe e Alexandra Shipp sendo Olivia.

Mas apesar do bom elenco, o foco do filme, esta na cadela Bella, adotada desde filhote por Lucas, acabam se tornando unha e carne, passando a viver na casa em que moram Lucas e sua mãe, uma veterana do exército americano, Lucas logo no início do longa pega inimizade com um vizinho que quer destruir seu imóvel abandonado, só que o local abriga uma família de gatos. Rivalidade essa que acaba sobrando para a pobre Bella, já que o dono do terreno faz uma reclamação contra a cachorra. Que por ser da raça pitbull, ou seja, proibida no estado, seria recolhida assim que fosse vista na rua, para evitar a perda da sua melhor amiga, Lucas a leva temporariamente para casa de amigos, porém há mais de 600 quilômetros de sua residência.
Bella sem entender o que está acontecendo, parte em uma aventura atrás de seu dono, onde conhece outras pessoas, cachorros e até mesmo um puma. Sempre marcando todos ao seu redor e provando mais uma vez que filmes de animais sempre terão um apego grande com o público de todas as idades.
bella
A trilha do longa é boa, principalmente nos momentos de tensão, dando um toque a mais ao filme, os efeitos especiais deixam muito a desejar, principalmente nas cenas com animais selvagens, como o puma e os lobos. Porém todos os animais reais, são extremamente bem treinados e dão a vontade do público adotar um bichinho novo assim que saírem do cinema. A fotografia por sua vez é linda, mostrando o lado selvagem americano que muitas vezes passa despercebido, um local cheio de perigos, porém muito belo e inóspito.
A direção do Charles Martin Smith é consistente, se perde um pouco em alguns momentos, mas no geral é boa. Já o roteiro, talvez por ser do autor da obra, W. Bruce Cameron junto com a Cathryn Michon se prova a alma do filme, você realmente se importa com os todos os personagens do filmes, mas principalmente pela Bella, seu esforço para voltar ao seu dono, mesmo estando a vários estados de distância, ela segue sem nunca desistir e encantando todos em seu caminho.
cachorro
O filme A Caminho de Casa é invariavelmente comparado a longas como A Incrível Jornada de 1992, que fez a alegria das crianças dos anos 90 na Sessão da Tarde, porém sem deixar a desejar. Apesar de ter estreado numa data ruim, muito próximo do estrondoso Capitã Marvel e longe das férias escolares, talvez o maior alvo da película, pode passar despercebido do grande público, o que seria uma pena, já que é um filme que merece ser assistido.
Direção: 8
Roteiro: 9
Trilha sonora: 8
Efeitos especiais: 6
Fotografia: 9
Nota Final: 8
 

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