Crítica: Dumbo- Uma reformulação de um clássico que levará às lagrimas crianças e adultos.

Estreou nessa quinta-feira em todo o país o filme em live-action Dumbo, produzido e distribuído pela Disney. Contando com a direção de Tim Burton e possuindo no elenco nomes como Colin Farrell, Eva Green, Michael Keaton, Danny DeVito, Alan Arkin entre outros.

A produção é um remake da animação de 1941. Fazendo parte de uma série de filmes com atores, baseados nos antigos desenhos da produtora. Entram nesse catálogo, filmes como Alice no País das Maravilhas de 2010, Cinderela de 2015, Mogli: O Menino Lobo de 2016 e A Bela e a Fera de 2017. Teremos ainda em 2019 Alladin e o polêmico O Rei Leão, que apesar de ser controverso por não ter atores no filme, ainda é considerado um live-action pela Disney.

A trama de Dumbo seguimos a história de um pequeno circo itinerante dos Estados Unidos em 1919. O longa começa com a chegada de Holt Farrier (Colin Farrell) da Primeira Guerra. Ele nota a diferença do circo que era sua casa. Lamenta a morte de sua esposa enquanto esteve fora e revê seus filhos a adorável Milly (Nico Parker) e o seguro Joe (Finley Hobbins).

Após uma breve introdução temos a apresentação do verdadeiro personagem principal do filme. Um adorável filhote de elefante, o Dumbo. Que por razões do destino nasce com enormes orelhas, sendo visto como aberração por todos. Porém tudo logo muda de figura, quando Dumbo demostra poder voar devido as suas características incomuns. Dessa forma coloca todos em risco, devido a pessoas impiedosas estarem atrás da fama do elefante.

O filme toma diversas liberdades criativas com relação a animação original. Mas a espinha dorsal permanece. A separação do Dumbo de sua mãe, ainda arranca lágrimas até dos mais fortes. Posteriormente os momentos de superação e o voo do personagem seguem proporcionando risos e admiração tanto das crianças como de seus pais. A direção de Tim Burton está ótima, bem menos sombria que o costume de diretor, mas ideal para essa refilmagem.

A trilha sonora do Danny Elfman, fiel e longo colaborador de Burton, se mostra brilhante mais uma vez. Com uma trilha empolgante, porém sem se sobressair ao filme, tudo na medida certa. As atuações estão muito boas, principalmente de Danny DeVito, Michael Keaton, Eva Green e das crianças. Mas ninguém tem uma atuação que comprometa o filme.

O roteiro do longa é muito interessante, no entanto acredito que foi um pouco rápido demais, principalmente ao mostrar a capacidade de voo do Dumbo, já que foi algo quase imediato. Os efeitos são excepcionais, Dumbo e todo terceiro ato estão fabulosos, sem ter quase nenhuma falha, o filme vale o ingresso só pelo visual.

Dumbo ainda encanta os espectadores, sobretudo consegue fazer pais e filhos chorarem no cinema. Peca em poucos quesitos. Principalmente, tem ao seu lado a tecnologia atual que faz milagres acontecerem na tela, ou seja, vale muito a pena levar os filhos, sobrinhos. Ou simplesmente ir sozinho e relembrar um dos filmes mais bonitos da infância, mas completamente reformulado.

 

Direção: 9

Roteiro: 7

Trilha: 9

Efeitos Especiais: 10

Atuações: 8

Nota Final: 8,5

Comentários