Games underground para passar a quarentena parte 2

E nesses tempos complicados, continuamos aqui com a parte 2 de games underground para passar a quarentena. Você pode ler a parte 1 aqui.

Sem mais delongas, vamos começar com o primeiro jogo

Alguns de vocês podem conhecer o game Bloodstained: Ritual of the Night, um metroidvania criado por Koji Igarashi. O título foi desenvolvido pela ArtPlay e publicado pela 505  Games. Com uma clara homenagem a saga Castlevania, até mesmo por Igarashi ter sido produtor da saga da Konami. Com versões para Pcs, Playstation 4, Xbox One além do Nintendo Switch.

Porém esse game é razoavelmente conhecido, mas seu antecessor nem tanto

Lançado pouco mais de um mês antes Bloodstained: The Curse of the Moon foi desenvolvido e publicado pela Inti Creates. É também é uma homenagem a saga de vampiros, porém aqui eles vão mais no passado, indo para as gerações de 8-bits.

Dito isso os gráficos têm uma óbvia e clara diferença, no Ritual of the Night, apesar de continuar sendo um game estilo plataforma. Os gráficos, efeitos, trilha, tudo não difere muito do que é feito em um indie game moderno de hoje em dia. Porém já no Curse of the Moon, temos um estilo de quase 40 anos atrás.

A criação de Ritual of the Night somente foi possível graças aos fãs, que apoiaram via Kickstarter, mas uma das promessas por metas do criador seria uma história em estilo retrô, que funcionaria como um prequel. Sendo assim, Curse of the Moon também foi criado.

Isso se mostra não somente nos gráficos, mas na trilha sonora, estilo e mecânicas. De forma alguma tira a graça do jogo, ainda mais para quem é saudosista e curte games retrô, sente saudades de consoles, games antigos ou mesmo quem tem curiosidade de conhecer o estilo que uma geração atrás. Curse of the Moon saiu para as mesmas plataformas de seu sucessor, além de versões para 3DS e Vita.

Continuando com o segundo título, ainda no mesmo estilo

Em Timespinner temos um outro game plataforma, porém, com uma história diferente. Desenvolvido pela Lunar Ray Games e distribuído pela Chucklefish, também sendo possibilitado via crowfunding, esse título também é uma referência aos clássicos metroidvania, porém nesse controlamos Lunais, uma espécie de viajante no tempo, com habilidades como pausar o tempo, para ajudar no progresso da trama, mais simples, não tão elaborado, mas igualmente divertido. Com versões para Pcs, Playstation 4, Vita, Nintendo Switch, além claro do Xbox One.

Vamos mudar de estilo, falar de um game musical, com um visual lindo

Isso é basicamente Wandersong, criado pelo Américo-canadense Greg Lobanov, o game conta com um visual lindo, estilo desenho animado, contando uma história bem peculiar. No game não somos um bravo guerreiro, um poderoso mago, nem um perspicaz arqueiro, somos apenas um bardo.

Um bardo em um mundo fadado a sumir, já que a Deusa acredita que ele se tornou impuro, logo ela destruirá esse mundo do game, para criar um novo de suas cinzas. Mas o bardo ainda acredita que o mundo possa ser purificado, para isso precisa aprender uma canção especial e cantar.

Essa é a premissa de uma linda aventura, bem colorida e alegre, em um jogo sem que apesar de ser sobre canto, não tem falas, apenas sons e texto. Algo belo e poético, com certeza vale uma tentativa. O título possui versões para PCs, Playstation 4, Xbox One além do Switch.

Seguindo vamos voltar para outro rogue-lite rapidinho

Em Rogue Legacy, um game desenvolvido e produzido pela Cella Door Games com versões para Pcs, Playstation 3, PS4, Vita, Nintendo Switch, além de Xbox One.

O objetivo aqui é explorar um dungeon randomicamente gerado, onde cada ida ao mesmo é diferente, ou seja, a cada morte o calabouço muda completamente. Isso vale não somente ao estilo e armadilhas, mas também aos próprios inimigos criados.

E seu personagem irá morrer, muitas, mas muitas vezes, a cada morte o legado do personagem se mantém, ou seja, seus tesouros e conquistas, deixando talvez, a vida do seu próximo personagem ligeiramente mais fácil. Porém aqui não é o mesmo herói, mas sim sua linhagem, portanto, nunca se joga com o mesmo protagonista.

Vale mencionar também que todo personagem tem características únicas e próprias, que dão um ar de humor ao jogo, como o herói não enxergar cores, tornando o jogo preto e branco, ou por exemplo, o protagonista sofrer de TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) gerando que ele corra bem mais rápido.

Agora vamos fazer uma homenagem ao grande mestre Albert Uderzo que nos deixou no último dia 24 de março aos 92 anos

Sua obra mais famosa, Asterix e Obelix, famosa hq franco-belga, com versões para cinema, televisão e claro jogos. Aqui abriremos uma exceção e falaremos de um remastered de Playstation 2 com sua nova versão saindo para Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch e Pcs.

Da produtora francesa MicroiDs, Asterix & Obelix XXL2: Mission Las Vegun, mostra nossos corajosos heróis galeses em uma nova aventura para provar a inocência do Panoramix. O criador da poção que lhes dá super força e grande amigo de todos de sua vila, que caiu em uma armadilha de César.

O jogo é ideal para mostrar para uma nova geração heróis tão adorados. Mas quem é fã e já tem seus 30 anos, também pode se deleitar em jogar um game com seus personagens amados, até por que não tem tantos títulos de Asterix por aí. Vale mencionar que a continuação Asterix & Obelix XXL3: The Crystal Menhir saiu no final do ano passado, porém dessa vez, feito diretamente para geração atual de consoles, com versões para as mesmas plataformas, Xbox One, Playstation 4, Nintendo Switch além de Pcs.

 

Agora vamos falar brevemente de algumas menções honrosas para terminar os games underground para passar a quarentena

Blasphemous: do estúdio espanhol The Game Kitchen e publicado pela Team17, esse game segue o estilo metroidvania, porém é bem mais violento, com muito sangue, criaturas dantescas, em uma terra devastada, onde a religião e superstição reinam. Com diversas citações bíblicas, o game vale uma olhada para os mais velhos, visto que é bem mais gore e visceral.

Gravity Rush 1 e 2: Aqui é uma exceção de um games underground para passar a quarentena, por serem exclusivos da Playstation, desenvolvido pela própria Sony Studios, o primeiro saiu de início exclusivamente para o Vita, tendo depois um port para o Playstation 4. Já o segundo título saiu diretamente para o console de mesa. Apesar do primeiro título ser difícil de achar aqui no Brasil, o segundo em mídia física costumar custar menos de 20 reais nas grandes lojas, mesmo assim, segue sendo um título bem subestimado. A trama controlamos uma garota que controla a gravidade, podendo altera-la a seu bel prazer, com gráficos maravilhosos, uma trama envolvente e uma trilha linda, é um game que vale muito uma chance, até por se diferir da maioria dos jogos atualmente. Algo bem difícil hoje em dia.

 

Para finalizar ultimas duas menções honrosas

Shenmue 3: Aqui é uma opinião pessoal, esse jogo não é para todo mundo, além de ser necessário ter jogado os dois anteriores para entender qualquer coisa.

A terceira entrada da saga levou 20 anos para sair e novamente só foi possível devido ao Kickstarter. Ele além de não possuir final, ficando para um, talvez, possível quarto game, o jogo também não evoluiu nada aos seus predecessores, sendo um título igual aos anteriores em tudo, mecânica truncada, gráficos datados.

Há vinte anos era algo inovador, criador do mundo aberto e um estilo de narrativa único, porém, hoje é algo bem mediano.

Já a sua história de vingança é algo bem interessante de se ver., porém o seu estilo onde você não sabe o que fazer, precisando falar com todos os NPCs do jogo em diferentes horas do dia (o game ocorre em um dia comum, com o personagem precisando comer e dormir) para ter o objetivo dito as vezes no fim do dia por um NPC que você já falou diversas vezes, deve afugentar muitos.

O título é uma das causas da desistência da Sega em produzir hardware, com gastos astronômicos, muita controvérsia, sendo a franquia da vida de seu criador Yu Suzuki. Vale a pena somente para quem é fã da saga, ou seja, amante de games do fim da década de 90.

Shenmue 1 e 2 saíram para Dreamcast, sendo que o segundo título saiu para o também para o Xbox original. Em 2018 a saga recebeu um remastered bem simples. Mas deu a oportunidade de quem possui um Playstation 4, Xbox One ou Pcs de conhecer o primeiro e segundo game. Já o Shenmue 3 saiu final do 2019 apenas para Pcs e Playstation 4.

 

Por fim um último titulo de games para passar a quarentena

Giana Sisters: Twisted Dreams, um game de plataforma da produtora Black Forest Games, foi outro título possível via crowfunding.

Controlando duas personagens com habilidades distintas, sendo então necessário mudar entra elas para progredir.

Mas não é só, o jogo conta ainda com belos gráficos, boa trama, podendo divertir pessoas de todas as idades, quem é novo, não vai achar chato, pelos gráficos claros, coloridos e alegres. Já os mais velhos e saudosistas de um bom game plataforma também terão um prato cheio. Com versões para Pcs, Playstation 3 e 4, além de Xbox One e 360, contando ainda também com WiiU e Nintendo Switch. Ou seja, é simplesmente o título com mais plataformas da lista.

E assim termina nossa lista de games underground para passar a quarentena

Ficamos por aqui então. Esperamos que tenham gostado dessas duas listas, fique livre caso queira deixar sua sugestão. Novamente é possível que alguns de vocês conheçam um, ou todos os games da lista, mas tentamos deixar os games mais underground para passar a quarentena possível. Logo caso conheça, ao invés de falar isso, por que não deixar sua opinião sobre os games?

Fique em casa, fique bem, continua jogando.

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