Westworld: 3° Temporada – Crítica

E a série de ficção científica da HBO, Westworld, concluiu mais uma temporada nesse domingo (03/05).

Com mais mortes, intrigas e planos mirabolantes, a terceira temporada explora o mundo real desse futuro distópico, e ficamos sabendo que o lado de fora de Westworld é tão ruim quanto o de dentro…

AVISO! Essa crítica contêm spoiler das temporadas anteriores, e de alguns pontos dessa temporada.

Para quem não lembra muito bem, a temporada anterior termina com Dolores e Bernard conseguindo escapar de Westworld após um refazer o outro já no mundo real.

Quanto a Willian, ele chegou ao ápice da loucura, e na paranóia de ser um anfitrião ou não matou sua filha e mais algumas pessoas em um ímpeto de raiva.

Hale, uma das diretoras do parque, conseguiu suprimir a revolta dos anfritriões, mas é morta e substituída por uma cópia com a mente de Dolores dentro.

Mave é abatida enquanto segurava a equipe de segurança do parque e os anfritriões infectados, enquanto alguns dos anfritriões (incluindo sua filha), fogem para o espaço virtual Além do Vale.

E é assim que basicamente começamos a terceira temporada de Westworld com grande parte dos personagens anteriores mortos, mas com uma quantidade boa de novos, que agregaram muito para a série.

Nossa, e como se desenrola a trama fora do parque?

Então, continuando como é nas outras temporadas, a trama é dividida em núcleos, porém mais que nas anteriores elas estão todas convergindo para o mesmo ponto, e tendo uma questão em comum: Dolores quer destruir a sociedade humana.

A partir dessa ideia, vemos como cada núcleo se divide e reage a essa ameaça para uns, e promessa para outros.

Dos personagens principais, essa temporada continua com Hale, Dolores, William, Bernard, Stubbs, e Mave, com alguns personagens já conhecidos do público auxiliando ou se opondo a cada um.

E a motivação de cada um deles é bem clara e apresentada sem necessitar de grandes explicações ou de extensos flashbacks.

E essa temporada conseguiu realizar com sucesso um ponto essencial: o tempo de cada episódio foi muito bem aproveitado, e, diferente das temporadas anteriores, não se cria uma barriga no meio dessa terceira temporada de Westworld.

Interessante, e o que temos de novo?

O roteiro está mais fluído que nas temporadas anteriores, apesar de manter o tom de complexidade já característico da série. E nessa temporada o desenrolar da trama gira em torno de dois personagens novos:

.Engerraund Serac (Vincent Cassel), um grande empresário desse futuro distópico que se empenha na tecnologia da informação para fazer uma utopia da distopia.

.Caleb Nichols (Aaron Paul) um ex-militar dispensado após um incidente, que vive de contratos no submundo.

Esses dois personagens novos serviram como um meio de introduzir o expectador ao mundo real que conhecemos menos que a realidade artificial de Westworld, e em pontos distintos da sociedade: enquanto Serac se põe no topo da sociedade, Caleb é um excluído, vivendo de trabalhos esporádicos. Essa dualidade de visões ajuda a série a apresentar todo esse novo cenário em pouco tempo.

Temos também outros novos personagens que se inserem na dualidade de realidade da sociedade, mas apenas Serac e Caleb realmente valem ser ressaltados.

Interessante… mas qual o que motiva Dolores a querer acabar com tudo?

Bem, essa pergunta está inteiramente ligada à trama das temporadas anteriores: a liberdade dos anfritriões.

E a questão da liberdade é o ponto central em que todos os personagens giram, junto com a questão do controle. Todos querem ser livres, de alguma coisa ou de alguém, e é pela liberdade que os personagens se movimentam até a conclusão da temporada.

Na terceira temporada temos discussões e questionamentos mais constantes quanto o valor da liberdade e do controle em relações às temporadas anteriores. E são as pontuais pitadas de questionamentos que fazem dessa temporada tão intrigante, até chegarmos ao 5° episódio (Genre) quando tudo vem a tona.

Falando de episódios, essa temporada está realmente mais curta?

Sim. Dessa vez Westworld teve apenas 8 episódios, 2 episódios a menos que as temporadas anteriores.

Mas isso foi bom.

A trama da terceira temporada não é o tipo de trama que tem que ser destrinchada aos poucos e diluída em vários episódios. A maneira rápida em que a tensão, perigo e desafio cresce ajuda a passar a ideia de que os assuntos que estão sendo abordados causam mudanças rápidas e ferozes quando são cutucadas.

E fazer em 8 episódios foi bom para manter o ritmo da série sempre em alta, com pontos de baixa ou calmaria pontuais, porém valiosos para o enredo.

Realmente muito interessante, e como fica a avaliação da temporada?

Bem, em relação as temporadas anteriores, essa temporada de Westworld consegue ser menos cansativa de ver.

Não quero dizer que as anteriores fossem ruim, mas o ritmo lento em que elas entravam em determinados episódios tirava um pouco da atenção, o que não acontece nessa.

Talvez por abordar pontos muitos discutidos hoje em dia, a terceira temporada ganha muitos pontos positivos, e quanto às atuações a série contínua com um padrão alto, porém para desenvolver essa estória, alguns personagens ficam muito abaixo do que eles foram nas anteriores, e chegam até a serem incômodos em determinados momentos.

Por isso, a terceira temporada de Westworld fica com uma nota de 8,0/10 na escala de qualidade Multiverso+.

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