SDCC 2020: Painel de Charlize Theron, a rainha badass dos filmes de ação

Charlize Theron teve um painel dedicado a ela na San Diego Comic Com (SDCC) para falar sobre a sua carreira e evolução como heroína de ação.

A atriz revelou no painel que sempre teve afinidade por todos os gêneros. Mas também fez questão de destacar que infelizmente 30 anos atrás não havia muitas oportunidades para as mulheres fazerem filmes de ação e serem protagonistas.

Trajetória no cinema

O primeiro contato com o universo de ação veio em Uma Saída de Mestre (2003). Charlize conta que havia uma pressão real para ela fazer suas próprias cenas de ação junto com os outros atores e ela era a única mulher ali. Ela lembra que na pré-produção agendaram 6 semanas de treinamento físico a mais para ela em relação ao resto da equipe e se sentiu insultada. Detalhe: ela aguentava mais que eles!

Mas a primeira oportunidade que apareceu para a Charlize Theron ser uma heroína protagonista de filme de ação com AEon Flux (2005). E mesmo essa chance só surgiu após ela vencer o Oscar em 2004. E mesmo após esse filme, por não ter tido a bilheteria esperada, ela acreditou que não haveria uma segunda oportunidade. Naquela época acreditava-se que as mulheres não eram capazes de fazer filmes de ação se tornarem sucesso.

Ponto de virada

As coisas mudaram após Mad Max. O sucesso do filme mudou completamente a trajetória da atriz. Ela percebeu que há sim muitas possibilidades, porém é preciso encontrar as pessoas certas que estejam dispostas a correr o risco de explorar histórias com mulheres. Assim, a Charlize Theron começou a buscar esse tipo de pessoa e se tornou produtora para ajudar a fomentar o cenário.

Não existe uma única forma, mas estamos definitivamente fazendo pressão”, disse Charlize Theron.

A atriz explicou ainda que é falso tentar filmar uma mulher dando um soco em um homem do jeito que os homens fazem em filmes de ação, porque na realidade ela poderia quebrar a mão, mas ela pode focar em cotovelos e cabeça, por exemplo, para machucar tanto quanto seu adversário.

A autenticidade tem sido vangloriada na última década, segundo a atriz. Por isso foi preciso mudar os filmes com mulheres protagonistas. A audiência consegue sentir quando o produto é autêntico.

Visão de Charlize Theron sobre o cinema e as mulhueres

Acho que o que me intriga (nos filmes) pessoalmente é a bagunça que é o ser um ser humano, principalmente uma mulher, e eu acho que pra mim, quando falamos de representação feminina eu lembro da falta de vermos mulheres em conflito no cinema. Sempre tinha uma parte de mim como atriz que sentia inveja de Jack Nicholson ou Robert De Niro por poderem representar essas pessoas f* e as mulheres raramente podiam explorar isso. Sempre havia uma aura de medo de colocar as mulheres em circunstancias em que elas talvez não brilhassem. Nós podemos ser muito boas putas ou muito boas mães, mas não qualquer coisa no meio disso. As pessoas nem sempre são corajosas o suficiente para explorar isso.“, declarou a atriz.

“Isso é muito triste pra mim porque a riqueza dessas histórias se perde achando que não são um bom entretenimento. Isso é um desserviço para as mulheres de uma forma geral, porque somos mais complicadas do que essas duas coisas. Podemos ser muitas coisas e nossas forças podem vir de nossas falhas, erros, vulnerabilidades e loucuras. Acho que todas as minhas personagens sempre tiveram um senso de serem sobreviventes e como mulher eu me relaciono a isso. Eu não uma heroína, eu não me vejo como uma heroína. As pessoas que me inspiram como heróis apenas abaixam a cabeça e fazem o trabalho. Eu gosto disso”, afirmou a atriz.

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