Lei contra sexualização infantil proíbe 7 mangás na Austrália

Uma das maiores distribuidoras de mangá da Austrália, a Kinokuniya Books, anunciou a remoção de sete títulos de mangás de suas estantes.

Inicialmente, foram anunciados sete mangás retirados das vendas depois que o vice presidente da distribuidora foi notificado por políticos do país.

Contexto da Austrália

Tudo começou com uma matéria do site The Advertiser que nesse domingo (19 de julho) denunciou quadrinhos que sexualizam menores de idade. Em seguida, Connie Bonaros enviou uma carta a Kinokuniya Books levantando queixas de que a varejista estava vendendo artigos com pornografia infantil. A carta de Bonaros gerou uma resposta de Keijiro Mori, vice presidente a distribuidora, que confirmou a retirada de sete séries de mangá de seu catálogo.

Os mangás retirados foram:

  • Eromanga Sensei
  • Sword Art Online
  • Goblin Slayer
  • No Game No Life
  • Inside Mari
  • Parallel Paradise
  • Dragonar Academy

Mori garantiu que os volumes estão sendo retirados das lojas físicas, entretanto os mangás estão proibidos de serem pedidos nas lojas de Sydney e lojas virtuais. O vice presidente garantiu que toda a equipe está ciente do problema, ou seja, o respeito às leis e a cultura local são prioridade.

Connie Bonaros por sua vez, em sua carta garante que o comunicado foi feito a fim de retirar materiais de exploração e abuso infantil de acordo com a lei da Austrália. Além disso, Bonaros elogiou a Kinokuniya pela decisão radical e imediata que tomou, e espera que a varejista continue monitorando conteúdos futuros.

Lei contra exploração e sexualização infantil

Bonaros é ex-chefe de gabinete do senador sul-australiano Stirling Griff.

Desde fevereiro o senador Griff pediu uma revisão do conteúdo de animes e mangás que chegam ao país. Em seu trabalho pelo partido Center Alliance, Griff expressou preocupação sobre as mídias. Por exemplo, a série Eromanga sensei que ele descreveu como “exploração infantil”.

Em um discurso que deu no parlamento australiano, Stirling Griff destacou mangás e animes onde “… crianças de uniforme escolar, envolvidas em atividades e poses sexualmente explicitas. Algumas cenas incluem abusos sexuais“.

Por último, Griff fez duras críticas ao conselho Australiano de Classificação por classificar a mídia de forma isolada no código penal. Na Austrália é totalmente proibido portar e produzir assim como distribuir material pornográfico com menores de 18 anos. Contudo, de acordo com as leis contra a pornografia infantil do Japão, representações gráficas como animes, mangás e games estão isentos da lei e suas proibições.

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