CCXP Worlds 2020: Primeiro dia é marcado pela diversidade

CCXP Worlds 2020: A Journey of Hope já está rolando! Essa é primeira edição virtual do maior festival de cultura pop do planeta. Além disso, o evento conta com mais de 150 horas de conteúdos inéditos, exibidos em uma plataforma desenvolvida para proporcionar aos fãs uma experiência nova.
Arena OI
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Primeiramente, a programação do Thunder Arena contou com um dos convidados mais aguardados desta edição: o quadrinista Neil Gaiman. O palco principal da CCXP Worlds, usando tecnologia Unreal, ainda também recebeu a escritora Emil Ferris, o ator Jim Beaver e artistas da Globo como Lázaro Ramos e Taís Araujo. Em resumo, falaram sobre questões raciais em um painel sobre o filme ‘Medidas Provisórias’.
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Viva a diversidade na CCXP Worlds 2020!

A diversidade também foi tema do Artists’ Valley, que recebeu Trina Robbins, a primeira mulher a desenhar quadrinhos da Mulher Maravilha – heroína que foi tema do Creators & Cosplay Universe, apresentado hoje por Lorelay Fox e Blogueirinha. Neste primeiro dia de festival, o evento atingiu picos de 350 mil pessoas acompanhando simultaneamente o conteúdo da CCXP Worlds 2020. Por isso, reforça a potência do evento no meio digital e oportunidade de novos fãs estarem perto deste mundo extremamente presente no cotidiano.

Entrevistas nos painéis

Em um cenário virtual Marcelo Forlani comandou o papo com Neil Gaiman. O artista falou primeiramente sobre uma de suas principais criações, Sandman, personagem que, em breve, ganhará uma série própria.O autor britânico contou detalhes das gravações e deixou os fãs ainda mais ansiosos para o lançamento.
“As gravações ainda estão por volta de 1916. Ainda não chegamos em 2021, ou seja, ainda não há certeza se no nosso mundo haverá ou não pandemia, mas podem ter certeza de que representaremos bem o mundo real”, adiantou.
Posteriormente, o painel também exibiu imagens exclusivas de American Gods.

“Eu amo o Brasil, já fui algumas vezes e em todas elas eu fui muito bem recebido”, finalizou Neil.

Mais conteúdo no palco Thunder

Em seguida, Belle Felix seguiu entrevistando a escritora Emil Ferris, autora do HQ “Minha Coisa Favorita é Monstro”. Além disso, também na sequência, Jim Beaver, nome muito pedido pelos fãs da CCXP chegou ao Thunder. O ator, que eternizou o personagem Bobby Singer na série Supernatural, falou sobre sua carreira e como está se sentindo ao encarar um novo desafio em uma série, desta vez, em The Boys, da Amazon Prime.
Mas no painel “Vilões que amamos odiar”, a atriz Fabiana Karla entrevistou seus colegas de profissão Cláudia Raia, Mariana Ximenes e Alexandre Nero. Os atores falaram sobre suas preferências entre interpretar mocinhos ou vilões e como é esta atuação nas novelas brasileiras.

Questões raciais na CCXP Worlds

Outro destaque do dia foi o bate-papo com Lázaro Ramos, Taís Araujo e Seu Jorge. Eles falaram sobre a nova produção da Globo Filmes, “Medida Provisória”. O filme apresenta questões raciais e outros temas certamente urgentes na sociedade.
“É uma provocação para todos que ainda se surpreendem quando vão ao hospital e encontram um médico preto”, disse Taís Araújo, que interpreta Capitu, uma médica.
Além de abordar o roteiro do filme, o painel, com pessoas negras, na mesma linha mostrou ao público a possibilidade de abertura de novos diálogos na história.
“Estamos na CCXP, podemos atingir e falar com todos os públicos, e essa é a nossa intenção”, comentou Lázaro Ramos. 

Diversidade em todo lugar

Posteriormente, no palco do Artists’ Valley, o dia começou com a apresentação do poster oficial do evento homenageando os personagens mais queridos do Brasil, a Turma da Mônica. O trabalho se desenvolveu em conjunto com 20 artistas durante a pandemia. Consequentemente, o resultado se definiu como ‘um monumento’ pelo criador Maurício de Sousa.  O trabalho uniu os famosos personagens com os traços das graphic novels do selo MSP. Por sinal, que já soma oito anos e 29 títulos.

Mulheres no topo

Na programação do espaço, em suma, a quadrinista e ativista Germana Viana conversou com Trina Robbins, a primeira mulher a desenhar quadrinhos da Mulher-Maravilha. Além disso, também falou sobre a possibilidade de interação na plataforma mostrou que havia um time feminino bem ligado no conteúdo. No chat, várias mulheres celebraram a participação da artista, que relembrou acima de tudo, momentos de ativismo focado no feminismo. A veterana ressaltou que não foi a única a trabalhar em projetos no passado e lembrou de sua primeira HQ 100% feita por mulheres, ‘It Ain’t me Babe’, que na capa apresentava personagens como a Mulher-Maravilha, Luluzinha e Olivia Palito.

FEMINISMO AQUI SIM!

Para Gabriela Borges, criadora e editora da Mina de HQ, mídia independente e feminista, Trina tem uma enorme relevância na luta pela expressão das mulheres no segmento e Germana é uma das grandes quadrinistas brasileiras da atualidade.

“Ouvir as duas conversando é uma grande inspiração e fico feliz de vê-las falando que o crescimento do mercado de quadrinhos depende do crescimento do público interessado em quadrinhos. E digo o mesmo sobre pessoas interessadas em ler quadrinhos mais diversos, feitos por mulheres, pessoas não binárias, trans, negras, não-brancas, da periferia, fora dos eixos sul-sudeste e por aí vai”.

As mesas virtuais da CCXP Worlds 2020

Nas mesas virtuais as mulheres também estão marcando seu espaço. Primeiramente, com 17 anos e pela primeira vez na CCXP, Celina Pacheco se surpreendeu ao conseguir participar. Além disso, reforçou estar muito feliz em perceber que artistas dos mais diferentes perfis e tamanhos têm vez e a oportunidade de expor seu talento e trocar experiência com o público. O espaço também proporcionou aos fãs dos quadrinhos uma aproximação por meio de 110 lives de artistas que aconteceram nesta sexta-feira no Artists’ Valley – sem contar o conteúdo do Palco.

Enquanto isso, o artista Digo Freitas disse estar feliz com a solução encontrada pela organização. Antes da abertura oficial da CCXP nesta sexta, ele já desenhava um de seus personagens principais e anunciava suas lives em sua mesa. Já Kaol Porfírio aproveitou a live em sua casa para mostrar a separação dos pedidos recebidos pela plataforma e disse que o ponto forte do Artists’ Valley em 2020 está na preocupação com o crescimento da participação de artistas periféricos, negros, mulheres e LGBTQIA+.

Creators in the house

O palco Creators & Cosplay Universe, que hoje foi comandado por Lorelay Fox e Blogueirinha, abriu os trabalhos com uma programação voltada para as crianças em uma contação de histórias sobre cultura africana com a pernambucana radicada no Rio de Janeiro Kemla Baptista.

O público mais velho, que aproveitou os tempos de ouro da MTV, portanto, também pôde se divertir no painel apresentado pela ex-VJ Sarah Oliveira e que contou com Marina Person, Thunderbird, Didi, Penélope e até Marcos Mion. Outra reunião que agradou quem assistiu pela transmissão do palco: Choque de Cultura. No papo, eles falaram sobre humor e cinema, além dos esquetes que acabaram viralizando pela internet.

Masterclass e ativações das marcas

O escritor norte-americano, Mark Waid, autor de ‘O Reino do Amanhã’ realizou a masterclass do dia e explicou quais são os pilares que considera para um bom roteiro. Ele destacou que não importa se o escritor tem experiência ou não, mas existe um caminho a ser percorrido. Em primeiro lugar, saber sobre o que a história trata. Depois, adicionar um obstáculo – que pode ser grande ou pequeno – e, por fim, uma consequência. Segundo Waid, isso ajuda a criar uma direção lógica e, principalmente, ensina ao contador da história detalhes que farão os leitores ficarem presos as páginas.

“Ninguém quer ler uma história confusa. Quanto mais se sabe sobre o personagem principal, mais se desenvolver novos bons conteúdos com ele. É fundamental saber se ele é engraçado, valente, quem ama, o que ama e o que o motiva a levantar da cama. Para tudo isso, basta o escritor olhar ao seu redor e absorver, devorar livros, filmes. Alimente sua cabeça! As ideias virão da sua vivência e não de ficar sentado em uma sala”, indica.

Novidades não param por ai

Já no Hollywood Strip, os fãs do festival puderam acompanhar mais conteúdos e se divertir nas ativações virtuais preparadas pelos estúdios. Entre os destaques do dia, uma live especial da MSP com o próprio Mauricio de Sousa falando sobre sua carreira.

No espaço, por exemplo, o público segue acompanhando alguns trailers, fotos e até um mapa em 3D criado pela Globoplay, que leva o fã para dentro do universo da plataforma de uma forma totalmente interativa.

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Ana Schuch

Jornalista & Blogueira. Não foge de um bom filme, série ou um jogo da hora. Fã da Marvel e apaixonada por Tomb Raider <3