Dota 2: CR4ZY anuncia desmonte e escâncara crise na região

Na última segunda-feira (05) a organização da CR4ZY anunciou que está paralisando suas operações, visando uma volta em 2021. Dessa forma, o último time patrocinado na América do Norte, deixa de existir. A organização havia entrado na modalidade em Março, ao contratar a equipe da Fighting Pandas.

Em nota, a organização afirmou que acreditava que os grandes eventos ainda iriam ocorrer esse ano, principalmente o The International. Contudo, com os adiamentos a CR4ZY se viu obrigada a tomar decisões difíceis, que implicaram no término dos times de Dota 2, CS:GO e Rainbow Six. A equipe de Dota 2, foi de longe a que teve melhores resultados, ao terminar em  segundo não só na ESL One Birmingham 2020, como também na BTS Pro Series Season 3. Além disso, a equipe sempre figurava no top 4 das competições. 

América do Norte

O desmonte da CR4ZY acabou por escancarar a grave situação que vive o cenário americano de Dota 2.  Eles eram a última equipe patrocinada da América do Norte, uma vez que a Evil Geniuses decidiu por jogar torneios na Europa. A tendência é que a região receba cada vez menos torneios neste período e com premiações cada vez menores. Nas últimas competições, a maioria das equipes participantes vinham da América do Sul. Contudo, os jogos eram sempre realizados em servidores que favoreciam as poucas equipes norte americanas. 

Agora sem torneios  marcados, grandes nomes expressaram suas preocupações e críticas a Valve pela falta de apoio. Maurice “KheZu” ex-offlane da CR4ZY, enfatiza que a Valve poderia ajudar o cenário regional durante o período de paralisação do DPC. Enquanto, seu ex-companheiro de equipe, David “MoonMeander” foi mais direto ao criticar a arrecadação do Battle Pass. O jogador questiona o porquê da região estar totalmente abandonada, enquanto a Valve embolsa US$ 120.000.000.

 

América do Sul

Embora na maioria dos torneios houvesse prevalência de times sul americanos. A região está passando por uma crise ainda pior. A total falta apoio e movimentação no cenário, resultou no desmonte de todas as equipes oficiais no Brasil. No início do DPC, o país tinha três equipes, que brigavam constantemente pelas vagas nas majors e minor, NoPing E-sports, paiN Gaming e FURIA Esports. Nenhuma delas manteve seu time, contudo, os jogadores da FURIA se mantiveram juntos e hoje integram a equipe da Havan Liberty

O continente teve  um total de três torneios pagando mais de US$1.000 desde a paralisação, um deles ainda está sendo jogado. Assim, com uma grande falta de perspectiva de futuro, alguns dos principais jogadores estão se afastando do competitivo. Esse foi o caso do ex-midlaner da Havan Liberty Lucas “Hyko”, que deixou a equipe em busca de uma carreira mais estável e rentável. Outros  nomes conhecidos também estão afastados como Otávio “Tavo”, Thiago “Thiolicor” e Kaue “Dunha1”.   

Assim, ainda temos duas equipes brasileiras com Havan Liberty e Team Brasil. Além disso, alguns jogadores encontraram sucesso fora do país, como Rodrigo Lelis na Quincy Crew, William “hFn” ex-CR4Zy e Leonardo “Mandy” na Infinity Esports. Enquanto no Brasil tudo parece caminhar para o fim, no Peru as organizações estão conseguindo se manter  e dar continuidade aos seus times. Casos como os da Beastcoast, Thunder Predator, Infinity e Infamous.

E para ficar por dentro de todas as novidades de jogos, música, filmes e séries, acompanhe o Multiverso+ nas redes sociais: FacebookInstagram e Twitter.

Leia também:

Worlds 2020: Grupo A fecha MD1s, confira os 3 primeiros jogos do dia

League of Legends: Riot anuncia o fim da OPL, entenda as consequências

FURIA: brasileiros vencem segunda partida na IEM New York

Comentários