Baki: 3° Temporada – Crítica

Fãs de animes de luta podem comemorar que Baki – O Campeão já ganhou sua 3° Temporada na Netflix!

Primeiramente, vou dar uma breve introdução desse anime/mangá do gênero de luta: derivada da série de mangás dos anos 90 Baki The Grappler, Baki – O Campeão inicia sua história com Hanma Baki, um estudante do ensino médio, sendo o campeão do Torneio Subterrâneo, um torneio de artes marciais de vale tudo do Japão. Nas duas primeiras temporadas vemos Baki ser desafiado por 5 super criminosos que escapam de suas prisões e vão para Tokio lutar contra o jovem campeão, pois cada um deles queria conhecer a sensação de ser derrotado.

Hm… Meio genérica a história não?

Meio não, muito genérica. Entretanto o enredo não é o foco dessa série, e sim as lutas em si.

Baki – O Campeão é antes de tudo um anime de luta, e sendo bem clichê é de luta em luta que a história anda. Vemos em determinados momentos o desenvolvimento de personagem em diálogos fora das lutas, mas são nelas que os assuntos são concluídos e que os personagens crescem.

Assim como as temporadas anteriores, a terceira temporada segue a mesma fórmula de crescimento de luta em luta, porém aqui temos uma situação de continuação direta da segunda, com a realização do Torneio Raitai, um torneio de artes marciais da China que acontece de 100 em 100 anos.

Interessante, então a 3° temporada apresenta um momento chave na história do anime?

Sim, de fato o torneio Raitai é um momento de grande importância para a história de Baki, entretanto não pelo torneio em si, mas por ser um momento de renascimento protagonista, e de termos a demonstração de força do personagem mais forte da franquia, e, o arqueinimigo de Baki: Yujiro Hanma, o Ogro, pai de Baki.

Por outro lado, apesar de ser um momento chave da história, o enredo em si continua muito simplório e genérico. A série em si já é construída em cima de clichês, mas na terceira temporada a história extrapola na quantidade e mesmo as lutas que já eram o ponto mais interessante da série já não são mais tão interessantes. Tirando 2 ou 3 lutas, o restante é muito qualquer coisa.

Mas tem pontos positivos?

A animação da série está um pouco melhor na terceira temporada em relação a segunda, o que não é exclusividade de Baki – O Campeão. Outras séries em animação da Netflix tem melhorado a qualidade da animação conforme o passar das temporadas, por exemplo Principe Dragão. No caso de Baki, vemos as melhorias principalmente nas lutas, com movimento mais fluídos, e melhor sensação de velocidade nos movimentos.

Assim como a animação, os efeitos sonoros também melhoram, o que deixa as cenas de agressão do anime muito mais brutais (como se isso fosse possível).

E qual seria o veredito?

Acima de tudo, Baki – O Campeão continua a ser o anime clichê de luta: muita violência e golpes mirabolantes que nenhum ser vivo poderia executar, com os personagens crescendo como um lutador e pessoa de luta em luta, e uma história em si simples, sem muitas surpresas ou reviravoltas.

O que se destaca na terceira temporada de Baki é a melhoria da animação e dos efeitos sonoros, mas a qualidade da história contínua a puxar ela para baixo. Para quem quer uma série para distrair a cabeça e rir um pouco com situações absurdas, é uma ótima série, mas não espere nada de extraordinário.

Por fim, a terceira temporada de Baki – O Campeão sai com uma nota de 6,5/10. É interessante, com personagens até legais, mas a história é bem mediana.

E você? O que achou de temporada? Escreva nos comentários sua opinião e para mais notícias de cinema e séries siga o Multiverso+ nas redes sociais.

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Gustavo Nunes

Um historiador por profissão, que ama cinema e televisão e escreve por diversão.