WandaVision: nossa crítica da nova série da Marvel

E aqui estamos nós! Terminada a primeira série do MCU, WandaVision, nós do Multiverso+ trazemos para você um delicioso podcast e a tão aguardada crítica desse gostoso sitcon com superpoderes (cuidado! Crítica com spoilers ok?).

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Eba! Finalmente a crítica de WandaVision! E ai? Por onde começamos?

Primeiramente, vamos para a sinopse: a série começa em um mundo anormal baseado nas sitcons dos anos 50, tendo o casal Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) como os protagonistas desse mundo antiquado.

Tudo acontece em torno deles, porém, certas interferência na vida dos nossos protagonistas começam a forçar mudanças nesse mundo televiso a que somos apresentados, nos levando a entender que os dois Vingadores estão dentro de uma outra realidade.

A série em si começa com uma excelente homenagem às sitcons, e viaja com o passar dos episódios pelas décadas de evolução desse tipo de seriado. As sitcons são um dos mais populares programas da televisão estadunidense, e é um estilo muito tradicional, vindo desde o início da popularização da TV.

WandaVision se basear em uma homenagem às sitcons agrega muito a série, ainda mais porque conseguiram fazer uma das melhores homenagens a esse gênero com uma evolução das épocas acompanhando o desenvolver da trama, de uma maneira muito natural e completamente contextualizado no penúltimo episódio da série.

Quanto ao objetivo que a Marvel queria alcançar com WandaVision, podemos dizer que ela conquistou um sucesso muito grande, sendo uma das séries mais comentadas e debatidas nas últimas semanas (muito devido ao jeito Disney de publicar seus seriados). E além disso os efeitos visuais e especiais ficaram excelentes, a Disney manteve o padrão alto apresentado com The Mandalorian.

Ao optar pela publicação semanal das suas principais séries, a Disney ganha muito em interação com os fãs, pois o aguardo para o próximo episódio cria espaço para diversas discussões sobre a trama e de temas discutidos na série enquanto ela ainda está passando. É uma maneira clássica de se fazer uma série, e que ainda tem um efeito muito positivo com o público.

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Beleza, mas e sobre a série em si?

Sobre a série, o saldo final é muito mais positivo do que negativo. Na verdade WandaVision tem poucos pontos negativos.

Ela consegue montar uma trama que começa bem complexa, mas ao mesmo tempo atrativa. Parte por estar inserida dentro do MCU, o que por si só já consegue chamar atenção, porém principalmente por que ela é muito bem elaborada.

Podemos dividir a série em atos:

O primeiro ato é a apresentação do mundo, e a apresentação do problema. Esse ato compreende os 3 primeiros episódios, onde ficamos sabendo como é esse mundo televisivo que nossos protagonistas estão e que há algo de errado com ele, afinal o mundo como conhecemos tenta interagir com Wanda e Visão por diversas vezes, culminando na conversa entre Wanda e Mônica Rambeau (Teyoah Parris), em que a Mônica é expulsa daquele mundo, e temos o nascimentos dos filhos da Wanda com o Visão.

O segundo ato vai dos episódios 4 ao 6, com a exploração do problema. No caso, somos apresentados à S.W.O.R.D, organização fundada por Maria Rambeau (melhor amiga da Capitão Marvel) para a investigação de assuntos que possam vir a ser uma ameaça à Terra. Sabemos também que essa organização está investigando um fenômeno ligado à Wanda, que levou ao desaparecimento da cidade de Westview.

No segundo ato somos apresentados aos investigadores do problema, e que são uns dos personagens mais interessante da série: a Doutora Darcy (Kat Dennings) e o agente do FBI Jimmy Woo (Randal Park). Essa dupla dá outra interação da série com o MCU, pois são coadjuvantes que foram apresentados previamente, e que na série desempenham um papel importante, o que é mais uma demonstração de como o MCU é um universo muito vivo e interativo. Além de serem excelentes em cena, de longe são um dos pontos mais positivos da série.

Ainda no segundo ato conhecemos algumas das motivações da S.W.O.R.D em tentar alcançar Wanda, o que nos leva a pergunta: será a Wanda a vilã da série? Tudo isso devido as diversas tentativas da organização, que vão se tornando mais agressivas, com todos pontos de maior tensão quando a S.W.O.R.D ataca Wanda com um míssil.

E o final do segundo ato é um dos melhores pontos da série, pois é o episódio do Halloween. Esse episódio é uma das maiores homenagens à sitcons e aos protagonistas. Às sitcons pois é bem comum que os episódios de feriados estadunidenses sejam episódios especiais, e é nesse episódio que temos os protagonistas vestidos como eles são nos quadrinhos e o momento em que a trama começa a dar sua grande virada para o ato final.

É nele que vemos a interação da Wanda com o Pietro (Evan Peters), que voltou dos mortos sem muita explicação no fim do quinto episódio, e é ali também que o Visão descobre o que a Wanda está fazendo com a cidade, sendo  controladora de tudo o que acontece em Westview.

Realmente o sexto episódio é de deixar com a boca aberta. E como é a conclusão?

A série WandaVision vai indo em uma crescente, seja na evolução dos temas da série, que começa nos sitcons dos anos 50 e vai até as dos anos 90 d tendo os 2 últimos episódios já no tempo presente do MCU, quanto na trama em si, que só melhora de episódio a episódio.

Em outras palavras: a série começa ótima e termina excelente.

O ato final consegue dar conclusão a todas as perguntas que a própria série cria. E é muito importante ressaltarmos isso.

Por causa da quantidade de teorias e especulações geradas durante o andamento da série, uma parte do público acabou caindo na armadilha da expectativa. Era lógico que o final da série não iria atender todas as expectativas que as mais diversas discussões sobre sua trama criou (Quem não lembra da teoria do Mephisto?).

Mas, se você ver a série como um produto fechado, ela apresenta todas as informações necessárias para você responder as principais perguntas que ela mesma cria.

Ao mesmo tempo, é bom lembrarmos que WandaVision faz parte ativa do MCU, e por isso em seu final pontas ficam abertas para que em filmes e/ou séries futuras se dê continuidade a história que está sendo contada. No caso desse seriado, a continuação será vista em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.

Agora, voltando para a série em si, esse terceiro ato é o ponto mais alto da série.

Nele conhecemos a fundo quem são os verdadeiros vilões: Agnes, que se revela ser Agatha Harkness (Kathryn Hahn), e o cruel diretor da S.W.O.R.D Tyler Hayward (Josh Stamberg). Cada um com sua motivação.

Enquanto Agatha quer compreender que tipo de feiticeira é a Wanda, Tyler procura eliminar o problema que a Wanda se tornou pelos meios mais agressivos possíveis, culminando na reativação do corpo do Visão, e a criação do Visão branco, que como o próprio Tyler diz “é a arma mais poderosa já feita pela humanidade”.

Mas se formos destacar um vilão como o principal, sem dúvida é a Agatha. Apresentada no início como a clássica vizinha enxerida, ela se revela como uma verdadeira manipuladora que nos proporciona momentos incríveis, como sua introdução musical Agatha All Along, e a investigação do passado de Wanda.

É por causa dessa vilã que a heroína ganha muito mais profundidade. Wanda Maximoff se tornou um personagem muito mais interessante quando nós realmente vemos o seu passado trágico e conhecemos a fundo como a relação dela com o Visão foi construída. Agatha é uma vilã que causa um bom dano a nossa protagonista, mass que ao mesmo tempo ensina muito a ela, e a nós espectadores. A mera presença dela expande muito o universo mágico do MCU, com o ápice da Wanda assumindo finalmente o manto de Feiticeira Escarlate.

E quanto ao Visão, a série explorou magnificamente o personagem ao colocá-lo em combate com ele mesmo. O Visão, desde os quadrinhos, sempre foi um personagem muito filosófico, e a forma como o combate final dele acontece e se conclui é completamente fiel a essência do personagem.

No fim, temos como saldo dessa série o renascer do Visão e a ascensão da Wanda como Feiticeira Escarlate, o que virá a ser muito importante no filme do Doutor Estranho.

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Oxi, que parada maneira! Mas e quanto aos “poucos pontos negativos”?

Bem, de negativo eu ressalto primeiro as crianças.

Billy/Wiccano (Julian Hilliard) e Tommy/Speedy (Jett Klyne) são bem interpretados, porém não saem disso. A presença das crianças é mais relevantes pelo fato de quem são os pais delas e como elas foram geradas do que os personagens em si. Eles não chegam a comprometer a série, mas ficam muito abaixo do nível dos outros personagens.

Agora, se tem algo que foi realmente ruim foi o Diretor Tyler. Fica bem nítido que o personagem foi escrito para ser odiado, mas esse ódio é construído de uma forma clichê. E não que outras coisas na série não sejam clichê, mas no caso do Tyler combina com o fato de que o personagem é muito raso.

E enfim o final da personagem da Darcy. A Kat Dannings mandou muito bem no papel, infinitamente melhor que nos filmes do Thor, e no final, ela é importante por ter impedido a fuga do Tyler, mas não há a despedida dela. Ela simplesmente some. Esse não é o final que a personagem merecia. Infelizmente, a personagem terminou dessa maneira porque a pandemia criou complicações nas gravações e edição de algumas cenas da série.

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E então, qual é o veredicto de WandaVision?

Enfim, WandaVision termina com um saldo muito alto. Foi um excelente início para as séries do MCU na Disney+, e nada mais justo que um merecido 9,0/10 na escala Multiverso+, e aguardemos a continuação dessa trama no segundo filme do Mago Supremo!

E você? O que achou da série? Escreva nos comentários sua opinião, e para mais notícias de séries e filmes, siga o Multiverso+ nas redes sociais: Facebook, InstagramTwitter.

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Gustavo Nunes

Um historiador por profissão, que ama cinema e televisão e escreve por diversão.