DOTA: Dragon’s Blood – Crítica [SPOILERS]

A Valve surpreendeu o mundo ao anunciar a animação DOTA: Dragon’s Blood, Além disso, a produção foi em parceria com a Netflix. Assim, essa foi a primeira vez que o jogo se passa em outra mídia. Mais que isso, essa é a primeira ação de marketing da Valve para o Dota 2 desde o The International em 2011.

O estúdio MIR que ficou responsável pela animação é o mesmo que fez Avatar: A Lenda de Korra e além dos traços, você pode perceber que as temporadas de DOTA: Dragon’s Blood são tratados como livros. Por fim, para o lançamento da série a Netflix fez um trailer trazendo de volta o DJ Basshunter, que bombou em meados 2006 com o videoclip “Vi sitter i Ventrilo och spelar DotA”.

Introdução

Primeiramente, não é preciso ser um fã assíduo do jogo ou mesmo ter o jogado para poder aproveitar a produção. Ao mesmo tempo, para aqueles que já se aventuram no Dota 2, a animação possui diversas referências, como vozes, objetos e claramente, diversos personagens. 

A vasta série de fantasia conta a história de Davion, um renomado Dragon Knight que busca exterminar as pragas da face da terra. Ele se encontra com um poderoso e anciente eldwurm, da mesma forma, seu caminho se cruza com o da nobre Princesa Mirana, que está em uma missão secreta, assim, Davion se encontra no meio de eventos muito maiores do que poderia imaginar. 

Esta é uma tradução livre da sinopse original em inglês. Assim, acompanhamos Davion o Dragon Knight e como ele obtém seus poderes. Além disso, algumas sub-tramas vão ocorrendo em paralelo mas que no fim acabam em um grande e surpreendente final.

Reprodução/IGN

DOTA: Dragon’s Blood

A obra apresenta o mundo de maneira rasa, explorando pouco os conceitos das realidades e dimensões. No entanto, por ser apenas uma temporada com 8 episódios é algo compreensível. Todos os personagens se apresentam de maneira muito superficial no início, mas com o desenvolver da trama revelam ter um grande background. 

Assim, a animação não inova no roteiro, o que acaba resultando em algumas cenas clichês e esperadas, como o romance sem sal de Davion e Mirana. No entanto, mesmo com um roteiro menos rebuscado, a história possui surpresas e pontos de virada. Isso se deve muito aos personagens e seus passados, mesmo que explorados de maneira mais rasa neste momento. 

A trama acompanha Davion, da ordem dos Dragon Knight, cavaleiros que são treinados para matar dragões. Que acaba tendo sua alma fundida com a de Slyrak, um elderwurm (raça ancestral de dragão), após uma violenta batalha contra Terrorblade, um poderoso demônio..Enquanto isso, Mirana está em uma missão secreta para recuperar as folhas de lótus de Selemen roubadas da fortaleza de Noiteprateada. Ela é acompanhada de Marci, sua escudeira muda e um dos pontos altos da trama são suas interações e reações.     

Conforme a trama anda, novos personagens são apresentados, como o Invocador (Invoker) que protagoniza a grande virada da série ao se mostrar um aliado de Terrorblade. Selemene a Deusa da Lua, se mostra pouco misericordiosa e impaciente, dessa forma, ela é a grande motivadora das ações de Invoker. Por fim, Luna a cavaleira da lua se apresenta como a mais devota e poderosa seguidora de Selemene, liderando seus exércitos.

Reprodução/Goggler

Crítica

Sendo apenas a primeira temporada, podemos esperar que, se confirmado continuações, um maior aprofundamento da história e dos personagens, além disso a participação de mais heróis também seria muito bem vinda. Vale ressaltar que a classificação é para maiores de 16 anos, isso por conta da grande quantidade de violência contida na animação. Cenas onde pessoas são partidas no meio, não eram raridade, mas não tão recorrente a ponto de incomodar.  

Dessa forma, a animação acaba por agradar muito aqueles que já se aventuram ou se aventuraram pelo mundo de Dota. Por conta do sentimento de nostalgia por ver os personagens em uma mídia diferente, outro ponto forte são os pequenos easter eggs e referências, por exemplo: o dublador de Slyrak é o mesmo do jogo, o mercador também tem a mesma dublagem do jogo e muitos outros. No entanto, para aqueles que nunca viram nada, a trama pode parecer um pouco fraca e com muitos nomes e nomes confusos. Assim, como a obra pode ser vista por duas visões, ela pode receber duas notas, 9/10 de uma fã e 7/10 de um leigo.    

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Caio Ryo

Apaixonado/viciado por Dota 2. Grande fã de esports e esportes em geral. Tentando sobreviver ao ano de 2020.Formado em Comunicação Social pela ESPM-SP