Maldição da Mansão Bly: Um drama com toques de terror e não o contrário.

A Maldição da Mansão Bly estreou tem um pouco tempo e como já estamos no halloween e viemos fazer esta crítica da série do canal de streaming Netflix.

Maldição da Residência Bly é uma série fechada, ou seja, tem início, meio e fim. Porém é uma espécie de segunda temporada das mansões assombradas, ou haunting series. Sendo a primeira temporada, a excepcional Maldição da Residência Hill, lançada em 2018.

Mike Flanagan e suas séries

Antes de mais nada, as duas séries são do mesmo criador, Mike Flanagan, que dirige o primeiro episódio de Mansão Bly e está cada vez mais em alta no universo do terror. Bly possui nove episódios ao todo, com uma média de uma hora cada. Sendo baseado em uma série de livros do escritor americano naturalizado britânico, Henry James. Porém em sua maior parte se baseia na obra A Volta do Parafuso, lançado por James em 1898.

Vale destacar também que alguns atores da Residência Hill voltaram para Mansão Bly, mas em papeis sem qualquer ligação. Como Victoria Pedretti, Henry Thomas, Oliver Jackson-Cohen, Katie Parker, Carla Gugino, além de Katie Siegel que faz uma personagem importante, porém que foi mantida em sigilo, sendo uma boa surpresa quando de fato a descobrimos em Mansão Bly.

Desde já, vou destacar aqui também que minha análise vai ser sem spoilers. Mas ainda terá trechos que alguns podem considerar reveladores demais, porém seria impossível fazer uma crítica e não mencionar alguns trechos específicos. Por sua vez, garanto que não terá nenhum detalhe ou parte importante da trama. Podendo ser lida antes de assistir e ainda assim apreciar a obra.

O Enredo

Primeiramente vamos dar uma leve passada no enredo: a trama acompanha uma jovem professora americana chamada Dani (Victoria Pedretti), que vai para a Inglaterra em 1987, chegando lá acaba se candidatando a uma vaga de tutora de dois irmãos em uma mansão afastada, no interior do país.

As crianças Flora (Amelie Smith) e Miles (Benjamin Ainsworth) com idades de 8 e 10 respectivamente, eram órfãs e viviam com poucos empregados na residência. Precisando de uma pessoa para cuidar delas em tempo integral, além de ter a função de professora. A vaga foi oferecida em Londres, pelo tio dos jovens, Henry Wingrave (Henry Thomas), um homem muito rico mas um pouco estranho. Dani recebe a vaga e se dirige para a propriedade, sendo levada de carro por Owen (Rahul Kohli) que também trabalha como cozinheiro.

Chegando em Bly conhecemos finalmente as crianças e outros personagens como Hanna (T’nia Miller) e Jamie (Amelie Eve). Onde a história começa a decorrer em um crescente até seu ápice. Vamos parar por aqui no enredo para evitar grandes revelações.

Mansão Bly é terror

Agora, você me pergunta, caro leitor “essa é uma história de terror?”. A resposta é: não. Pelo menos não do jeito em que o terror é comumente associado. Não tem grandes jump scares, nem assombrações a torto e a direito, ou mesmo um grande perigo sempre atrás dos protagonistas. Se você for fã somente desse tipo de terror, é quase certo que sairá decepcionado.

Mansão Bly inclusive pende muito mais para o drama do que para o terror; sendo em sua essência uma história de amor, assim como o livro de que se originou. Vale destacar que essa mesma obra inspirou um filme de 1961, em preto e branco chamado Os Inocentes, que é um clássico. Porém também não segue o horror comum, que a maioria está habituado. Usando a seu favor conceitos como iluminação, música e atuações para criar tensão.

Em Mansão Bly existem sim alguns sustos além de, obviamente, ainda ser uma história de fantasmas, logo eles estão na trama. Tendo um forte peso na mesma. Porém a série foge do comum no terror, assim como também o fez em a Residência Hill. Os momentos tensos se mantém pela trilha sonora, ou nesse caso a falta dela em muitos momentos, pela iluminação e fotografia, mas principalmente pelas atuações. Da mesma forma que o filme de 1961, porém com as devidas diferenças.

As crianças da Mansão Bly

Vamos ressaltar aqui que a Netflix deve ter uma forma sobrenatural (desculpem o trocadilho) de acertar em elencos infantis, tanto Amelie Smith que interpreta a doce Flora, como Benjamin Ainsworth que faz o sagaz, porém as vezes sombrio, Miles estão absolutamente brilhantes. Dando um show de atuação, assim como todo o elenco.

Sem dar muitos detalhes, tem dois episódios que destoam do resto, sendo um bocado mais marcantes. São eles, o quinto episódio, que tem um roteiro não-linear, focando de forma surpreendente a história de um dos personagens; e o oitavo, que tem uma estética diferente, acertando em cheio, além de ter um enredo extremamente relevante.

Por sua vez, preciso mencionar que nem tudo no roteiro de A Maldição da Mansão Bly é perfeito. Existem algumas tramas que se resolvem de forma um pouco simplista, que poderiam ser um pouco mais exploradas. Já outras se estendem um pouco além do que deviam, porém de forma geral, Mike Flanagan tem muito mais acertos do que erros.

 

Resumo

Em suma, A maldição da Mansão Bly é uma excelente história, com atuações brilhantes e muitos momentos impactantes. Porém para quem só curte terror com sustos, sangue e mortes, vai sair extremamente decepcionado e possivelmente não terminará nem o primeiro episódio. Sendo uma história de drama e romance com toques de terror, pode e deve ser vista, seja nesse dia das bruxas ou em qualquer dia.

Notas

Roteiro- 8

Atuações- 10

Trilha sonora- 10

Fotografia- 10

Nota final- 9,5

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