Magos: Crítica da 1ª temporada da nova série de Contos da Arcadia

Magos, ou Wizards no original, entrou para o catálogo da Netflix no mês de agosto. Para os fãs das demais histórias de Contos da Arcadia de Guillermo del Toro, seguindo a ordem de lançamento Caçadores de Trolls e Os 3 Lá Embaixo, vale a pena cair de cabeça e começar a assistir. Porém se você jamais assistiu as outras duas séries da coleção de contos, eu peço que por favor tenha calma e comece por Caçadores de Trolls.

As três séries estão conectadas. Em Os 3 Lá Embaixo há inclusive episódios que recontam um mesmo dia já visto em Caçadores de Trolls, porém sob uma nova perspectiva. Há easter eggs interessantes e embora seja muito melhor assistir a segunda depois de ver a primeira, até dá para assistir de forma independente sem prejudar a narrativa. Porém com Magos a dinâmica é diferente, sendo muito importante assistir as duas séries anteriores.

Magos acontece exatamente após o fim de Os 3 Lá Embaixo e para compreender o que está acontecendo é preciso ter assistido a série Caçadores de Trolls por completa.

Magos: A história

Já acompanhamos trolls e alienígenas. Dessa vez vamos acompanhar magos! Mais especificamente vamos acompanhar Douxie, um aprendiz de Merlin dos tempos de Camelot do Rei Arthur que atualmente é barista na cafeteria da cidade. O “jovem” aprendiz estava aguardando o retorno de Merlin por 900 anos estudando por conta própria para tentar aprimorar suas desastradas e preguiçosas habilidades.

Quando surge uma nova ameaça a cidade, Merlin reaparece para o Douxie e pede que o aprendiz convoque os guardiões da cidade. O grupo reencontra Claire e um Jim. Devido complicações em uma batalha, Jim, Claire, Douxie e Steve acabam voltando no tempo e ficando presos na Camelot do Rei Arthur.

Os quatro precisam se infiltrar em Camelot e tentar ao máximo não atrapalhar o curso da história até que consigam dar um jeito de voltar para o presente. Mas se fosse assim fácil não teria história, não é mesmo?

Os personagens

Vamos rever personagens já conhecidos e no caso de alguns vê-los inclusive sob um novo ângulo. A temível Morgana de Caçadores de Trolls se mostra a princípio como uma defensora das criaturas e Gunmar busca proteger todos os trolls dos humanos, mas tentando manter cada um no seu quadrado. Lancelot, o galante cavaleiro, se apresenta lindo como é de se esperar, porém possui um braço mecânico para quebrar a expectativa da perfeição. Até mesmo o lendário Rei Arthur revela um lado cruel, embora logo seja apresentada uma história triste para tentar justificar e humanizar o personagem.

É interessante perceber como não existe um certo e um errado, não é tudo preto e branco. O mundo possui diversos tons e isso é mostrado claramente com os personagens, que mudam de opiniões e objetivos de acordo com como o mundo se apresenta para cada um.

O crescimento de dois personagens é um ponto alto da temporada. Douxie mostra para Merlin por meio de esforço e atos como amadureceu e está preparado para responsabilidades maiores. E Steve, famoso por seus gritinhos desesperados, parece ter encontrado seu lugar no mundo como um cavaleiro medieval.

Linha temporal

Mesmo modificando a história, a histórica batalha da ponte Killahead se apresenta inevitável. Assim como o surgimento do primeiro Caçador de Trolls, que pega o espectador de surpresa de uma forma muito legal para a construção do personagem.

Embora bem divertida, a série também apresenta furos por conta de sua viagem temporal. Todo o problema começa porque era importante voltar um pouco no tempo. Então os quatro viajantes acabam indo muito longe no passado e não podiam interferir na linha temporal. Depois que a interferência se mostra inevitável e eles retornam ao presente segue tudo normal, exatamente de onde tudo tinha parado quando eles saíram, embora Merlin tenha memória do passado. O que torna injustificável toda a preocupação inicial de não atrapalhar o curso temporal.

Teremos 2ª temporada?

Até o momento a Netflix não se pronunciou sobre uma possível segunda temporada para Magos. A série vinha sendo promovida como o arco final dos Contos da Arcadia, porém sua primeira temporada terminou de uma forma que gera especulações sobre talvez não ser a última.

 

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Formada em Comunicação Social pela UFRJ.
Pode me chamar de Cla ou Clari.
Estou sempre de olho no mundo dos esports para trazer o melhor conteúdo para vocês.
E adoro maratonar séries e filmes nas horas vagas! Então podem esperar algumas críticas de produtos audiovisuais bem mainstream por aqui também.

Clarissa Montalvão

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